A Universidade Pública Brasileira vive uma de suas piores crises. As políticas governamentais de privatização e desmonte dos serviços públicos atingem esse patrimônio construído ao longo de décadas pelo povo brasileiro. As instituições públicas desempenham importante papel no desenvolvimento do país. Respondem por cerca de 90% da produção científica brasileira e pela formação de profissionais nas diversas áreas do conhecimento, tanto na graduação quanto na pós-graduação. O Brasil detém, por tanto, um sistema público completo de formação profissional, o que, por si só, constitui um fator importante, em se tratando de um país em desenvolvimento.
A política do governo Fernando Henrique Cardoso, para as universidades, tem-se traduzido em cortes de bolsas para a pós-graduação e de recursos de custeio e investimento para ciência e tecnologia. A carência de recursos económicos tem comprometido até a manutenção básica, como abastecimento de água, luz e telefone. A falta de condições de trabalho, os baixos salários (congelados há três anos ante uma inflação de aproximadamente 50%) e a ameaça de retirada de direitos trabalhistas têm levado os professores a abandonarem a carreira ou a se aposentarem (cerca de 8 mil nos últimos 4 anos).
Mesmo com essas dificuldades, graças à atuação de seus docentes e pesquisadores, as universidades públicas brasileiras são reconhecidas pela sociedade como os melhores centros de formação profissional do país e pela comunidade internacional pela sua produção intelectual, técnica e cultural.
Tem-se, também, com muita luta, buscado aproximar o trabalho desenvolvido nas universidade aos interesses e às necessidades do povo brasileiro, propondo soluções para os problemas mais urgentes e influindo na construção de seu futuro. Por essas razões, os professores do sistema federal de ensino superior do país deflagraram greve no dia 31 de março de 1998.
Nesse momento de crise, os professores solicitam o apoio da comunidade internacional, buscando sensibilizar as autoridades do país para que a referida crise seja resolvida, as reivindicações atendidas e para que possam exercer com dignidade sua profissão. Para tanto, enviam os endereços eletrônicos do Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, do Ministro da Educação Paulo Renato e de alguns jornais de circulação nacional, a fim de que sejam remetidas mensagens de solidariedade ao movimento.
Presidente da República: PR@PLANALTO.GOV.BR /
PR@CR-DF.RNP.BR
Ministério da Educação SESU@SESU.MEC.GOV.BR
Jornal de Brasília : JBRREDA@BR.HOMESHOPPING.COM.BR
Correio Brasiliense : EDUCACAO@CBDATA.COM.BR
Jornal do Brasil : CARTAS@JB.COM.BR
Estado de SP : OESPBSB@BRNET.COM.BR
Folha de SP : FOLHA@UOL.COM.BR
GazetaMercantil : FLAMBACH@GAZETAMERCANTIL.COM.BR
O Globo : LEANDROF@BSB.OGLOBO.COM.BR
Carta enviada al Sr. Presidente de la República de Brasil
Señor Presidente de la República de Brasil:
Como Catedrático de la Universidad de Cádiz (España) y director de la Revista Electrónica HEURESIS (http://www2.uca.es/HEURESIS),
quisiera expresar mi enorme preocupación por la situación que están atravesando las Universidades Públicas en Brasil y mi solidaridad a las justas y razonables reivindicaciones del profesorado universitario. Me consta el enorme nivel intelectual y científico alcanzado por las mismas y su inquebrantable compromiso con el bienestar del pueblo brasiñelo.
Por ello solicito reconsidere seriamente sus decisiones sobre la misma y muestre decididamente el apoyo público a un conjunto de instituciones que son un elemento clave en el desarrollo de su país, de las generaciones futuras y uno de los más claros elementos institucionales de cohesión social.
J. Félix Angulo
Catedrático de Educación.